Dia Nacional da Visibilidade Trans mobiliza usuários e promove acolhimento nos CRAS de Parintins


A permissão do nome social em documentos, a requalificação civil (quando a pessoa muda o gênero na certidão de nascimento e outros documentos) e o fato de que a transexualidade deixou de ser considerada um transtorno mental pela OMS (Organização Mundial de Saúde) são consideradas conquistas.

Mas, apesar desses direitos, ainda há obstáculos. Um dos principais desafios é o combate à violência. “O Brasil é o país que mais mata pessoas trans. A gente só queria sair de casa e não ter medo. Meu Deus será que eu vou voltar viva? Infelizmente, somos mortas por mãos transfóbicas”, é o que afirma Serena Lyns Monteiro.

Maquiadora, técnica em enfermagem e administração, Serena reflete pela vida humana.

“Ser reconhecida, ser respeitada, porque somos seres humanos. Somos pessoas incríveis. Temos muitos talentos, sentimentos. Só queremos uma oportunidade para mostrar à sociedade que não somos pessoas doentes”, ressaltou.

Com nome social Thomas Leal, ele afirma que o maior desafio é existir. “Um dos maiores desafios é ser tratado pelo nome que nós escolhemos”, enfatiza.

A data de hoje faz lembrar Transexuais e Travestis Mortas em Parintins, Lúcio Almeida Katarina Kirk (cabelereira), Fábio Amazonas Fabinha (Travesti), Marivaldo Jorge da Silva Carneiro (Travesti), Flor, Paula Fernandes (a mulher trans identificada como Jéssica Hadassa, assassinada a tiros em 2023), a maioria busca por resposta e justiça.

Acolhimento

A Prefeitura de Parintins por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social Trabalho e Habitação (SEMASTH) realiza neste dia 29 Acolhimento nos equipamentos da Secretaria. CRAS: Santa Rita, União, Paulo Corrêa, Estação Cidadania “João do Carmo”, Escritório Social e no Cadastro Único.

Para a gerente da Proteção Social Básica, Jucilei Conceição, é uma pauta que deve ser discutida com todos os usuários da Assistência Social. “É uma forma de combater todas as formas de violência e de romper com todas as formas de preconceito, estigmas que muito tem adoecido esse segmento que muito tem distanciado de seus direitos”, ressalta. Segundo Jucilei, a política da Assistência Social é uma política inclusiva que garante direitos e contrapõe-se a todas as formas de violência.

“Esse acolhimento sem dúvida é um reflexo de que diante de tantos desafios para essa população trans é preciso estar tratando de uma pauta que comemora o seu 21 aniversário”, destaca a gerente.

 No Brasil, a transfobia é crime desde 2019. As pessoas que se sentirem prejudicadas ou quem deseja ajudar um cidadão trans, pode denunciar através do disk 100 ou procurar diretamente a Delegacia Especializada de Parintins, no bairro Itaúna II.

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Texto: Josene Araújo – SECOM
Foto: Luiz Eduardo - SECOM

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